CLT vs PJ

Quantas pessoas você já ouviu falando sobre tipos de contratação ? Qual a melhor ? PJ (Pessoa Jurídica) ou CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ?

Na minha opinião não existe a melhor! São muitos fatores que devem ser levados em conta, tanto pelo “contratante”, quanto pelo “contratado”.

CLT: Esta forma de contratação é regida por algumas leis, alguns deveres do contratante para com o contratado. Carteira assinada (oferece uma certa estabilidade e segurança, itens questionáveis), previdência, fundo de garantia, férias de 30 dias
subsidiadas pelo contratante, plano de assistência médica, décimo terceiro salário, e dependendo da empresa, recebe-se até participação nos lucros, ou décimo quarto, décimo quinto salário! Sensacional!

Show de bola, “mas”…. Sempre tem um “mas”! Os impostos são altíssimos, dependendo da faixa salarial, o desconto chega a 27,5% do salário bruto!! Fantástico não ? Você tem que “contribuir” com praticamente 30% do seu salário!

PJ: Depende única e exclusivamente de você! Se faltar ao trabalho, não recebe! Hein ? Não deixa de ser um trabalho instável, pois o “contratado” neste caso, não possui vínculo algum com o contratante, ou seja, não possui plano de previdência, convênios médicos, nada de férias remuneradas, muito menos o “tão querido” décimo terceiro salário!

Por outro lado…. O profissional possui maior autonomia com seus “rendimentos”, seus impostos são previamente fixados, taxas são menores, assim como sua contribuição pode ser diferenciada, enfim, nada está perdido quando se é PJ!

Poderia escrever mais uns 10 parágrafos sobre este assunto, onde poderia abranger questões como a influencia destas formas de contratações na economia do país, os impostos absurdos cobrados pelo governo, que ao final, podem ser maiores que o valor que um funcionário CLT realmente ganha, todas as vantagens e desvantagens de cada meio de contratação, mas ao final, a dúvida é a sempre a mesma…

“Qual seria a melhor forma de contratação?”

Resposta

“A que cada um achar melhor pra si!”.

A Planilha

Não lembro se achei esta planilha na internet ou se alguém me enviou por e-mail, mas achei muito interessante, ela pode contribuir muito se você está na dúvida sobre a escolha entre CLT e PJ, pois, de acordo com o valor do salário, ela calcula todos os pontos fortes e fracos e lhe sugere qual “a melhor forma de contratação”.

Crise Econômica: Bovespa interrompe negócios

Pois é pessoal, para aqueles pequenos investidores, que ano passado viram grandes oportunidades de ganhos (hoje, grandes perdas), parece que as coisas vem de mal a pior por causa da crise americana.

Ontem (29/09/2008), foi a maior baixa do Índice Bovespa desde de Janeiro de 1999, uma queda de 9,36%, alguns fundos tiveram quedas superiores a 10%, incrível!

Não vou me aprofundar no assunto, deixo uma imagens e alguns links para entender melhor.

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A crise da economia americana

A CRISE DA ECONOMIA AMERICANA
(Explicada de forma didática) - Autor desconhecido

Paul comprou um apartamento, no começo dos anos 90, por 300.000 dólares, financiado em 30 anos. Em 2006 o apartamento do Paul passou a valer 1,1 milhão de dólares. Aí, um banco perguntou para o Paul se ele não queria uma grana emprestada, algo como 800.000 dólares, dando seu apartamento como garantia. Ele aceitou o empréstimo, fez uma nova hipoteca e pegou os 800.000 dólares.

Com os 800.000 dólares, Paul, vendo que imóveis não paravam de valorizar, comprou três casas em construção dando como entrada algo como 400.000 dólares. A diferença, 400.000 dólares, que Paul recebeu do banco, ele se comprometeu: comprou carro novo (alemão) para ele, deu um carro (japonês) para cada filho e com o resto do dinheiro comprou TV de plasma de 63 polegadas, notebooks, cuecas. Tudo financiado, tudo a crédito. A esposa do Paul, sentindo-se rica, sentou o dedo no cartão de crédito.

Em agosto de 2007 começaram a correr boatos que os preços dos imóveis estavam caindo. As casas que o Paul tinha dado entrada e estavam em construção caíram vertiginosamente de preço e não tinham mais liquidez.

O negócio era refinanciar a própria casa, usar o dinheiro para comprar outras casas e revender com lucro. Fácil! Parecia fácil. Só que todo mundo teve a mesma idéia ao mesmo tempo. As taxas que o Paul pagava começaram a subir (as taxas eram pós fixadas) e Paul percebeu que seu investimento em imóveis se transformara num desastre.

Milhões tiveram a mesma idéia do Paul. Tinha casa para vender como nunca. Paul foi agüentando as prestações da sua casa refinanciada, mais as prestações das três casas que ele comprou, como milhões de compatriotas, para revender, mais as prestações dos carros, das cuecas, dos notebooks, da TV de plasma e do cartão de crédito.

Aí as casas que o Paul comprou para revender ficaram prontas e ele tinha que pagar uma grande parcela. Só que neste momento Paul achava que já teria revendido as três casas mas, ou não havia compradores ou os que havia só pagariam um preço muito menor que o Paul havia pago. Paul se danou.

Começou a não pagar aos bancos as hipotecas da casa que ele morava e das três casas que ele havia comprado como investimento. Os bancos ficaram sem receber de milhões de especuladores iguais a Paul.

Paul optou pela sobrevivência da família e tentou renegociar com os bancos que não quiseram acordo. Paul entregou aos bancos as três casas que comprou como investimento perdendo tudo que tinha investido. Paul quebrou. Ele e sua família pararam de consumir…

Milhões de Pauls deixaram de pagar aos bancos os empréstimos que haviam feito baseados nos preços dos imóveis. Os bancos haviam transformado os empréstimos de milhões de Pauls em títulos negociáveis. Esses títulos passaram a ser negociados com valor de face. Com a inadimplência dos Pauls esses títulos começaram a valer pó.

Bilhões e bilhões em títulos passaram a nada valer e esses títulos estavam disseminados por todo o mercado, principalmente nos bancos americanos, mas também em bancos europeus e asiáticos.

Os imóveis eram as garantias dos empréstimos, mas esses empréstimos foram feitos baseados num preço de mercado desse imóvel… Preço que despencou. Um empréstimo foi feito baseado num imóvel avaliado em 500.000 dólares e de repente passou a valer 300.000 dólares e mesmo pelos 300.000 não
havia compradores.

Os preços dos imóveis eram uma bolha, um ciclo que não se sustentava, como os esquemas de pirâmide, especulação pura. A inadimplência dos milhões de Pauls atingiu fortemente os bancos americanos que perderam centenas de bilhões de dólares. A farra do crédito fácil um dia acaba. Acabou.

Com a inadimplência dos milhões de Pauls, os bancos pararam de emprestar por medo de não receber. Os Pauls pararam de consumir porque não tinham crédito. Mesmo quem não devia dinheiro não conseguia crédito nos bancos e quem tinha crédito não queria dinheiro emprestado.

O medo de perder o emprego fez a economia travar. Recessão é sentimento, é medo. Mesmo quem pode, pára de consumir.

O FED começou a trabalhar de forma árdua, reduzindo fortemente as taxas de juros e as taxas de empréstimo interbancários. O FED também começou a injetar bilhões de dólares no mercado, provendo liquidez. O governo Bush lançou um plano de ajuda à economia sob forma de devolução de parte do
imposto de renda pago, visando incrementar o consumo, porém essas ações levam meses para surtir efeitos práticos. Essas ações foram corretas e, até agora não é possível afirmar que os EUA estão tecnicamente em recessão.

O FED trabalhava. O mercado ficava atento e as famílias esperançosas. Até que o impensável aconteceu. O pior pesadelo para uma economia aconteceu: a crise bancária, correntistas correndo para sacar suas economias, boataria geral, pânico. Um dos grandes bancos da América, o Bear Stearns, amanheceu, numa segunda feira, quebrado, insolvente.

No domingo o FED, de forma inédita, fez um empréstimo ao Bear, apoiado pelo JP Morgan Chase, para que o banco não quebrasse. Depois disso o Bear foi vendido para o JP Morgan por dois dólares por ação. Há um ano elas valiam 160 dólares. Durante esta semana dezenas de boatos voltaram a acontecer sobre quebra de bancos. A bola da vez seria o Lehman Brothers, um bancão. O mercado e as pessoas seguem sem saber o que nos espera.

O que começou com o Paul hoje afeta o mundo inteiro. A coisa pode estar apenas começando. Só o tempo dirá.

E em 15 de Setembro de 2008, o Lehman Brothers pediu falência, desempregando mais de 26 mil pessoas e provocando uma queda de mais de 500 (quinhentos ) pontos no Índice Dow Jones, que mede o valor ponderado das ações das 30 maiores empresas negociadas na Bolsa de Valores de New York - a maior queda em um único dia, desde a quebra de 1929.

Esse dia, certamente, será lembrado para sempre na história do capitalismo.